Por questões profissionais sei que estarás longe diversos meses. Todos os dias te procuro pois não sei para que local foste destacado. Sei que estás algures a norte, sul, este ou oeste de mim. Procuro-te nas mil caras dos carros que passam por mim todos os dias. Procuro-te todos dias, dói, dói todos dias um pedaço mais. Não te consigo tocar, não consigo parar de pensar que é como quem diz verbalizar que ambos perdemos. Como diz a música I give up forever to touch you cause I know that you feel me somehow. Quero acreditar que existe uma energia no universo que te transmite o quanto chamo por ti. Que te transmite as saudades imensas que tenho. Tento manter-me firme, o que não me mata torna-me mais forte. Quantos meses serão? Sobreviver, irei sobreviver sempre com remorso... porque é que eu não arrisquei mais... com mágoa. Porque é que tu não arriscaste mais... Perdemos os dois. Agora aguenta coração.
sábado, 13 de março de 2021
quarta-feira, 3 de março de 2021
Profunda tristeza
Aperta-se-me o peito, ecoa um grito surdo em mim como se não pudesse contar a ninguém como me sinto desolada. Que pesadelo que não acaba, os dias mudaram, os horários mudaram e a vida deixou de fazer com que os nossos caminhos se cruzem. Já não há sorrisos. Os meus olhos procuram-te na cidade por toda a parte e o 35 já não está no seu lugar. Sinto-me de coração despedaçado e tento-me convencer que já não tenho idade para sofrer assim. Sinto-me tão triste que os meus olhos não encontram alento em nada. Passo os dias a contar os minutos para que acabem. Numa tentativa frustrada de ocupar a cabeça estou a tentar refazer os meus canteiros de flores preciso de ver vida, coisas a brotarem e a trazerem energia e sorrisos. Fiquei viciada em sentir-me viva, fiquei viciada no turbilhão de emoções que me fazias sentir quando estavas por perto. Será a adultez fase de esquecer e partir sem regatear com a vida o quão injusta e cruel está a ser... Como se esquece alguém que nunca foi teu. Quando vais à luta e perdes, parece o universo a brincar contigo. Afinal mais vale estar quieta, afinal quando uma borboleta bate asas nem sempre saberemos onde e quando a teoria do caos entrará em ação. Eu só precisava de compreender a sequência de eventos dos últimos meses e seguir em frente sem este nó de inquietação que me consome cada vez que carrego o pé no acelerador e sei que não estarás lá para mim no fim da estrada.
segunda-feira, 1 de março de 2021
Não posso adiar o amor para outro século
Puf.... 2 meses sem sinal de ti. Desapareceste. Todos os dias te procuro e nada. Mudanças associadas à pandemia, estarás em isolamento? Primeiro fui eu, agora estarás tu? Diz-me que não vais desaparecer meses a fio como no verão passado. Preciso que voltes, preciso de fazer cumprir a profecia de que quem vai à luta tem que mais tarde ou mais cedo alcançar a tão merecida recompensa. Os meus dias andam cinzentos, tento ocupar todo tempo livre que posso, parece que a minha cabeça vai explodir e eu não vou aguentar o remorso de ter respeitado tanto o espaço e as questões éticas. Mea culpa, tua culpa. No fim ambos perdemos. Não quero acreditar que é o fim, dói demais. Estou em carne viva e a hemorragia recorrente está a corroer-me por dentro. Março por favor sê gentil.